ENTRE ALMOUROL E TOMAR

QUEM FORAM OS TEMPLÁRIOS?

Os Templários foram uma das várias ordens militares criadas durante a era das Cruzadas: alguns, como os Templários, eram ordens internacionais de soldados que juraram viver vidas religiosas enquanto lutavam contra os inimigos de Cristo; Outros, incluindo muitas ordens espanholas e portuguesas (como a Ordem de Cristo de Portugal) estavam mais ligados a reinos específicos.

Filipe IV foi o rei da França que decidiu por volta de 1306 que iria destruir os Templários franceses. Os seus agentes reais realizaram esses desejos com uma eficácia impiedosa. Na sexta-feira, 13 de outubro de 1307 (daí a expressão da sexta-feira 13), todos os Templários da França foram presos. Eles foram torturados e forçados a admitir acusações largamente falsas de terem atividades impróprias, quer a nível sexual quer religioso: cuspir na cruz e beijar-se, etc.

Filipe IV colocou enorme pressão sobre o Papa da época, Clemente V, para apoiá-lo, e entre 1308 e 1312, uma série de processos judiciais contra os Templários ocorreram em toda a Europa, terminando com a dissolução da ordem e seu último grande mestre, Jacques De Molay, queimado na estaca em 1314. Dizia-se que De Molay amaldiçoava seus perseguidores como ele queimou; se isso é verdade ou não, não sabemos mas, no prazo de um ano, tanto Filipe quanto Clemente estavam mortos.

A história dos Templários portugueses tem sido muito negligenciada

No entanto, D. Dinis, que então presidia ao trono de Portugal, resistiu a aceitar a directiva papal que mandava extinguir a Ordem do Templo, consciente do relevantíssimo serviço que tinha prestado e continuava a prestar na defesa e povoamento do território português. Através de uma ação diplomática bem sucedida conseguiu obter do Papa uma solução para acatar a extinção, não extinguindo de facto esta Ordem de elite, cuja dispensa não convinha à estratégia política do Reino de Portugal.

A solução passou por alterar o nome. Mantiveram-se os mesmos efetivos, os mesmos bens e a estrutura organizativa, mas mudou-se o nome da Ordem. A Ordem passou a chamar-se Ordem de Cristo. Assim, com esta jogada de diplomacia, D. Dinis salvou os Templários que passaram a ser integrados na Ordem de Cristo, no fundo, o nome novo da Ordem do Tempo ou dos Cavaleiros de Cristo.

Sabemos hoje quão importante e decisivo foi este empenho político de D. Dinis em evitar a extinção dos Templários em Portugal. Mais tarde, a sucedânea Ordem de Cristo liderará a promoção de uma das empresas mais importantes e significativas de toda a História de Portugal: as viagens marítimas de descobrimento.

Através da liderança de um dos mais famosos Grão Mestres da Ordem de Cristo, o Infante D. Henrique, Portugal ficou na história universal como o primeiro império global da humanidade e o pioneiro da construção da globalização.

ALMOUROL

Erguido num afloramento de granito a 18 m acima do nível das águas, numa pequena ilha de 310 m de comprimento por 75 m de largura, no médio curso do rio Tejo.

Constitui um dos exemplos mais representativos da arquitectura militar da época, evocando simultaneamente os primórdios do reino de Portugal e a Ordem dos Templários, associação que lhe reforça a aura de mistério e romantismo.

Considerado um dos símbolos da Reconquista e dos Templários, o forte é um monumento militar medieval que, outrora, fez parte da Linha Defensiva do Tejo, juntamente com os Castelos de Monsanto, Zêzere, Pombal e Tomar.

Um pouco da história do Castelo de Almourol

A origem do Castelo de Almourol é um tanto quanto enigmática. Há quem diga que o local tenha sido ocupado ainda na pré-história, mas a pesquisa arqueológica indica que esta ocupação ocorrera nos períodos romano e medieval.

O que se sabe, de fato, é que em 1129, quando os portugueses conseguiram expulsar os Mouros da região, período conhecido como Reconquista Cristã da Península Ibérica, o forte já existia e era chamado de Al-morolan, que significa Pedra Alta.

Devido à sua localização estratégica, a fortificação acabou por exercer um papel militar muito importante de defesa da Capital de Portugal que, àquela época, era a cidade de Coimbra. Por este motivo, D. Afonso Henriques, Rei de Portugal, decidiu entregar o comando do forte e a missão de defender a região do Ribatejo, aos cavaleiros da Ordem dos Templários.

 A  ROTA

O castelo de Almourol pode ser visitado todos os dias, de 1 de Maio a 30 de Setembro, e, de 1 de Outubro de 30 de Abril, de terça-feira a domingo, sendo que encerra à segunda-feira (3€)

Estacione a Autocaravana junto ao Castelo Gratuitamente:

»» PE-TP ALMOUROL

Necessita de uma ASA?

»» ASA-M CONSTÂNCIA (5km » Dir. Tomar)

»» ASA-M VILA NOVA DA BARQUINHA (5 km » Dir. Entroncamento)

ONDE FICAMOS?

Seguimos mais 30km em direcção a Constância depois de passar a ponte seguimos pela N358-2 ao longo do Rio Zêzere, um estrada estreita e muito bonita até chegar a Tomar.

»» ASA-M TOMAR

Em Tomar ficamos na ASA-Tomar (antigo parque de campismo, convertido numa ASA)

 

Todas as fotos do artigo são Exclusivas Eurostops

TOMAR

CASTELO e CONVENTO DE CRISTO DE TOMAR – UNESCO 1983

Aconselhamos a ida a pé, são cerca de 20-25min. caso queira levar a Autocaravana, existe um parque de estacionamento razoável antes de chegar ao topo e um último estacionamento junto à entrada principal. (pago).

CONTEXTO HISTÓRICO

O castelo de Tomar e respectivo convento é considerado um dos mais importantes edifícios militares portugueses do século XII.  Um monumento de enorme grandeza e história, formando um espécime único do seu género, classificado como Património Mundial pela UNESCO desde 1983.

Foi construído a partir de 1 de março de 1160 (razão pela qual se celebra-se o dia da cidade de Tomar), situado numa colina perto do rio Nabão. A sua construção foi uma questão de estratégia militar, para a necessidade de estabelecer um ponto forte de resistência nas áreas fronteiriças de territórios no poder dos muçulmanos.

Gualdim Pais, mestre do templo, foi o principal responsável pela construção deste castelo, a estátua encontra-se na praça principal de Tomar.

Porventura o ex-líbris maior do Convento de Cristo, a par da afamada januela Manuelina e do Claustro Principal, julgo ser justo dizer que a Charola românica é a atração principal do mosteiro. Diz a literatura oficial:

A Charola era o oratório privativo dos Cavaleiros, no interior da fortaleza. A sua tipologia é comum das igrejas bizantinas, a qual volta a integrar o românico com o movimento das Cruzadas.

Nesta tipologia o templo tem como base uma planta se desenvolve em torno de um espaço central, o qual, na rotunda templária, tem a forma de um prisma octogonal, ou tambor, que se desdobra em dezasseis faces no paramento do deambulatório, encerrando deste modo a volumetria do edifício. Concluída em 1190, a Charola tinha a entrada virada a oriente. Foram as obras de D. Manuel I que a estabeleceram a sul, na nave com que ampliou a igreja, extramuros do castelo.

Mesmo que não seja apaixonado por história e religião, estou certo que a Charola do Convento de Cristo o impressionará. É algo único.

Entrada

Tarifa única: 6 €.
Bilhete em conjunto(Rota do Património mundial – Alcobaça, Batalha, Convento de Cristo): 15 €.
Existem descontos para maiores de 65 anos, famílias grandes, os menores de idade e os titulares do cartão jovem.
A entrada é gratuita aos domingos e feriados até às 14:00.

Horário:
De outubro a maio, das 09:00 às 17:30 (última entrada às 17:00).
De junho a setembro, das 09:00 às 18:30 (última entrada às 18:00).
Encerra a 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro.

Eurostops

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