PORTUGAL: EXPLOSÃO DE CORES

Esta região é detentora de uma gastronomia tradicional e variada, que conjugada com os palatáveis sabores dos Vinhos se torna um dos ex-libris para quem visita este destino. A variedade de sopas, os pratos tradicionais, a diversidade de pão e as sobremesas de receitas tradicionais são algumas das características que transformam a região de Viseu numa zona aprazível para visita, pois conquista não só por toda a sua envolvente ambiental e cultural, como também marca pelo palato devido a esta pluralidade gastronómica.

A NOSSA ESCAPADINHA (2 noite , 3 dias)

Desta decidimos visitar a região de Viseu Dão Lafões e o Alto Douro, uma rota diferente sem a paragem obrigatória pelas caves e prova de vinhos. O objectivo era unicamente apreciar as tonalidades do outono.

Se nunca viu o Douro no outono, nunca viu o outono

O vale do Douro traja de gala para nos receber no outono. As encostas cobrem-se de cor como se a natureza fizesse um desenho para explicar o nome do rio. Mas o nome foi-lhe dado pelo homem e foi também das mãos de homens que nasceu a paisagem que hoje nos deslumbra. O Douro será um dos melhores locais do mundo para se apreciar as cores do outono. É certamente o sítio onde a estação melhor se mostra em Portugal. Culpa do homem, que fomos nós quem construiu os socalcos e neles plantou vinhas; fomos nós quem deu magia a uma paisagem já de si deslumbrante.

Detalhes da Rota Eurostops: VISEU (Pernoita – Grátis) » LAMEGO » PESO DA RÉGUA (Pernoita – 3EUR) » PINHÃO » FAVAIOS » ALIJÓ » TUA e CARRAZEDAS DE ANSIÃES

Recomendamos pelo menos 3 dias (duas noites)

VISEU

Uma cidade com 2500 anos de História e um centro histórico que é um património de referência. Uma enigmática e antiquíssima fortificação octogonal  lendariamente ligada à figura de Viriato. Caminhos romanos, a muralha medieval, os recantos e segredos da cidade antiga. Igrejas, palacetes e casas de várias épocas, jardins e parques dentro da cidade. Vinhos do Dão. As termas de Alcafache junto ao rio Dão e as praias fluviais. A feira de São Mateus que, com mais de 600 anos, é a Feira Franca mais antiga da Península Ibérica. A Ecopista do Dão que liga Viseu a Santa Comba Dão pela antiga linha do caminho-de-ferro. Paisagens e horizontes que inspiraram artistas.

Onde ficamos

A nossa equipa ficou na ASA-M Viseu, todos os serviços são gratuitos: reabastecer, despejos e pernoita (o espaço dispõe de lugares reservados  a Autocaravanas)

COORDENADAS GPS 

40.664662, -7.917434
40°39’52.8”N, 7°55’02.8”W

O que visitar

ADRO DA SÉ
Uma das mais belas praças de Portugal com quatro majestosas edificações: a Catedral de Santa Maria, a Varanda ou Passeio dos Cónegos queliga o claustro superior da Sé à antiga Torre de Menagem, o Paço dos Três Escalões (hoje Museu Nacional Grão Vasco) e a Igreja da Misericórdia.

CATEDRAL DE VISEU | MONUMENTO NACIONAL
A sua originalidade resulta de sucessivas transformações desde os séc. XII –XIV. A fachada atual é de meados do séc. XVII. No interior destacam-se o claustro renascentista, as abóbadas dos nós (séc. XVI), a que suporta o coro alto (séc. XVI) e a da capela-mor (séc. XVII), a talha dourada e cadeiral gótico do coro alto (séc. XVI). No séc. XVIII foram edificados o claustro superior e a Varanda dos Cónegos.

IGREJA DA MISERICÓRDIA
Localizado em frente à Sé, uma igreja do séc. XVIII, com fachada “Rocaille” e que invoca à Senhora da Misericórdia. O seu interior foi refeito no séc. XIX, ao estilo neoclássico, composto por uma única nave e pela capela-mor, e onde vale a pena apreciar os três retábulos pintados de branco e ouro. De destacar a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia (séc. XVIII) no altar-mor, grupo escultórico da Visitação em madeira policromada (séc. XIX) e órgão barroco em madeira dourada e marmoreada (segunda metade do séc. XVIII).

PORTA DO SOAR OU DE SÃO FRANCISCO | MONUMENTO NACIONAL
A Porta do Soar é o principal elemento remanescente da antiga muralha a cidade, data do século XV, e que foi o eixo fundamental da circulação da cidade, e onde se encontra uma janela de canto muito peculiar.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
Construída em 1742, esta Capela foi edificada em honra de Nossa Senhora dos Remédios

PRAÇA D. DUARTE
Foi, até ao séc. XIX, o núcleo principal da cidade. Ao centro, uma estátua do escultor Álvaro de Brée (1906-1962) homenageia D. Duarte, o rei filósofo e literato nascido em Viseu (1391-1438), enquadrada pela velha torre da alcáçova e a Varanda dos Cónegos da Catedral. No topo norte da praça, foram encontrados vestígios de uma basílica paleocristã (séc. V-VI).

GPS: 40.659429, -7.911654

PRAÇA DA REPÚBLICA OU ROSSIO
Nesta ampla praça com imponentes tílias encontram-se os Paços do Concelho, datados da segunda metade do séc. XIX e em frente, o edifício do Banco de Portugal construído no início do séc. XX. O painel de azulejos da autoria do pintor Joaquim Lopes (1886-1956) foi feito em 1931, representando tempos em que a agricultura era crucial na região e as feiras eram lugares indispensáveis de encontro e de negócio.

GPS: 40.657460, -7.913859

IGREJA DOS TERCEIROS DE SÃO FRANCISCO
Construída no séc. XVIII, a sua fachada é um exemplo de esplêndido barroco. Destacam-se no interior os retábulos com ornamentação em talha dourada, o órgão, as telas alusivas à vida de São Francisco de Assis, do pintor viseense do séc. XIX António

GPS: 40.656782, -7.914356

Fotos: Eurostops

DIA 2 – VISEU – LAMEGO: 75km”]VISEU – BODIOSA – SÃO PEDRO DO SUL – LAMEGO 70km (N2)

Partimos na manhã seguinte em direcção a Lamego, pelo caminho, claro,  efectuamos ainda algumas paragens obrigatórias como por exemplo no PE-M BODIOSA para uma breve pausa e reabastecer de água potável (fonte). Junto ao espaço encontramos um excelente parque de merendas.

COORDENADAS GPS

40.712845, -7.959049
40°42’46.2”N, 7°57’32.6”W

Breve passagem ainda por São Pedro do Sul até finalmente chegarmos a Lamego. Aqui estacionamos a Autocaravana junto da escadaria de acesso ao santuário de Nossa Senhora dos Remédios

PE-TP Lamego alternativa ASA-P Lamego

 LAMEGO

É uma cidade antiquíssima, datando já do tempo dos romanos, foi reconquistada definitivamente em 1057 por Fernando Magno de Leão aos mouros; quando os distritos foram instituídos em 1835 por uma reforma de Mouzinho da Silveira, Lamego foi inicialmente prevista como sede de distrito; mas nesse mesmo ano a sede do mesmo foi deslocada para Viseu, devido à sua posição mais central.
Foi em Lamego que teriam decorrido as lendárias Cortes de Lamego, onde teria sido feita a aclamação de D. Afonso Henriques como Rei de Portugal e se estabeleceram as “Regras de Sucessão ao Trono”.

É sede da diocese de Lamego (a única diocese portuguesa que não corresponde a uma capital de distrito), e no concelho são numerosos os monumentos religiosos, dos quais se destacam a Sé Catedral, a Igreja de São Pedro de Balsemão e o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios, que dá também o nome a Romaria anual cujo dia principal é o 8 de Setembro, que é também o feriado municipal.

Conhecida também pela sua gastronomia, nas qual se destacam os seus presuntos, o “cabrito assado com arroz de forno” e pela produção de vinhos, nomeadamente vinho do Porto, de cuja Região Demarcada faz parte, e pelos vinhos espumantes.


O que visitar

CISTERNA

Localizada no Bairro do Castelo, no interior do reduto muralhado que protegia a cidade, éjustamente considerada uma das mais notáveis cisternas urbanas do período medieval (séc.XIII).Constitui um amplo reservatório de estrutura abobadada,construída em silhares graníticos siglados. No terraço superior, lajeado, rasgam-se ainda as aberturas que ao longo de sucessivas gerações permitiram à população urbana abastecer-se da água necessária às suas atividades quotidianas.

CASTELO

Classificado como Monumento Nacional, o Castelo de Lamego ergue-se no ponto mais elevado do espaço muralhado onde a cidade teve origem. Encontra-se documentado desde os meados do séc.X, num período em que o Vale do Douro foi fortemente disputado pelas forças Cristãs e Muçulmanas até à “Reconquista” definitiva da cidade pelos exércitos de Fernando Magno, em 1057.

No Castelo é possível fazer uma leitura da história da cidade, desde o longínquo tempo Proto-história, Romanização, do período Suevo-Visigodo (durante a qual Lamego foi promovida a sede episcopal), domínio Muçulmano e Reconquista Cristã.

BAIRRO DO CASTELO

Bairro do Castelo é um espaço muralhado onde a cidade de Lamego teve origem. O acesso faz-se por duas entradas (Porta dos Fogos ou Porta da Villa ou dos Figos e Porta do Sol), definindo estas a estrutura da muralha do primitivo burg.

NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS

Em 1551, foi nomeado bispo de Lamego D. Manuel de Noronha que, para além de muitas obras existentes na cidade de Lamego,mandou erigir, no ano de 1568, a primeira capela em honra da Nossa Senhora dos Remédios, exactamente monte de Santo Estêvão, e que hoje é designado por Pátio dos Reis. Mais tarde, em 1750, a Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios, na época liderada pelo Cónego José Pinto Teixeira, devido à degradação da capela seiscentista, mandou-a demolir e construir um magnificente Santuário dotado de um amplo e harmonioso espaço para atrair mais peregrinos e capaz de acolher mais crentes ligando-o à cidade. Esta obra foi concluída em 1761.  A Romaria de Lamego, dedicada a Nossa Senhora dos Remédios, vive o momento mais alto com a celebração da grandiosa Procissão do Triunfo,realizada a 8 de setembro,naqual os andores ostentam imagens sagradas puxadas por juntas de bois, como manda a tradição. Nesta altura, as ruas ficam ricamente ornamentadas, ganhando uma nova dinâmica, onde a componente religiosa adquire toda a sua plenitud.


Pernoitamos na ASA-M PESO DA RÉGUA – Como alterantiva poderá usar a ASA-P LAMEGO (Recomendável!)

DIA 3 – PESO DA RÉGUA – CARRAZEDA: 75km”]

PESO DA RÉGUA  – PINHÃO – VALE DE MENDIZ – FAVAIOS – ALIJÓ – ESTAÇÃO TUA – CARRAZEDA

Pernoitamos na ASA-M Peso da Régua (3 EUR)

No dia seguinte partimos do Peso da Régua pela Nacional 222 – o nome da estrada diz-lhe alguma coisa? É natural, foi considerada por um estudo encomendado pela Avis como a melhor estrada do mundo para se conduzir, pela relação entre curvas e retas. E ainda por cima com um cenário perfeito.

Divirta-se a fazer a estrada, mas faça-o em ritmo de passeio. Não se esqueça que chegou aqui por causa das cores. Aprecie as encostas que se sucedem, pare nos miradouros, aprecie cada recanto: encante-se com o outono no Douro.

  

Visitamos o Cais de Pinhão e seguimos para o Miradouro- Vale de Mendiz: Uma explosão de cores!

Se nunca viu o Douro no outono, nunca viu o outono
O vale do Douro traja de gala para nos receber no outono. As encostas cobrem-se de cor como se a natureza fizesse um desenho para explicar o nome do rio. Mas o nome foi-lhe dado pelo homem e foi também das mãos de homens que nasceu a paisagem que hoje nos deslumbra. É certamente o sítio onde a estação melhor se mostra em Portugal.
Culpa do homem, que fomos nós quem construiu os socalcos e neles plantou vinhas; fomos nós quem deu magia a uma paisagem já de si deslumbrante.
COORDENDAS GPS MIRADOURO MENDIZ

41°14’35.1″N 7°31’35.3″W
41.243080, -7.526467

Seguimos a rota até Favaoios (Capital do Moscatel), Alijó, Barragem do Tua até Carrazeda de Ansiães. Ao longo do percurso é impossível não parar  para contemplar o relevo, as cores e o rio.

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Eurostops

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